29/09/2008

Adílson lamenta decepção azul

por Emanoel Ferreira

O técnico Adílson Batista disse que a derrota de 2 a 0 para o São Paulo, neste domingo, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro, teve uma explicação: a forte marcação do adversário, que soube fechar os espaços para o Cruzeiro. Ele garante que o time não sentiu a pressão de disputar jogos decisivos, em busca das primeiras posições.

“Temos vários jogadores vencedores, acostumados a decisões. Conquistamos o título mineiro, fizemos bons jogos em algumas situações e conseguimos manter uma regularidade. Claro que o objetivo era sair com a vitória, na pior das hipóteses um empate. Infelizmente, tivemos dificuldade pela forte marcação do São Paulo”, observou o treinador.

Ele considera que o São Paulo soube utilizar o ponto forte: os lances resultantes da chamada “bola parada”, com cobranças de faltas e escanteios. “Não criamos situações por causa da forte marcação do São Paulo. Tivemos problemas no primeiro tempo, tentamos corrigir e pedimos para explorar um pouco mais determinado setor. Acabamos levando um gol em uma jogada forte do São Paulo, e depois o segundo no finalzinho. Não dá para tirar o mérito do adversário”, declarou.

Uma substituição que provocou comentários foi a de um lateral, Maurinho, por um atacante, Thiago Ribeiro. Logo depois da alteração, o Cruzeiro levou o primeiro gol, de André Dias. Adílson Batista disse que a mexida foi uma tentativa de o time agredir mais pelo lado direito, com Maurinho e Jonathan partindo para cima do improvisado Jorge Wagner.

“A intenção era fazer dois contra um pelo lado direito, ao lado Jonathan, sendo que o Fabrício iria segurar pelo setor esquerdo, dando mais liberdade ao Wagner. A substituição não foi para garantir o empate, o objetivo era fazer dois contra um em cima de um jogador que não é exímio jogador, como o Jorge Wagner”, explicou.

Sobre o fato de o Cruzeiro ter permitido a chegada do Flamengo e do próprio São Paulo, ambos empatados com o time celeste na tabela, com 46 pontos, o treinador encarou como normal. Segundo ele, é mais uma prova de que o campeonato é marcado pelo equilíbrio, mas o time precisa reagir para não correr o risco de ficar distante da briga pelo título.

“O time é regular, só deixamos o grupo dos quatro primeiros uma vez, na 14ª rodada, quando ficamos em quinto. Claro que poderíamos estar em situação melhor, mas o campeonato é equilibrado, tropeços acontecem e não é nada anormal perder para o São Paulo. O que precisamos é recuperar esses pontos perdidos nesses 11 jogos restantes. Vamos corrigir algumas coisas para encostarmos. Nosso objetivo continua sendo o título, que está aberto a várias equipes”, comentou.

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